Como a sustentabilidade está mudando o mercado imobiliário

Exemplo de planejamento de sustentabilidade para o mercado imobiliário.

Publicado em

29 janeiro 2026

A sustentabilidade no mercado imobiliário deixou de ser um discurso de futuro. Pelo contrário, hoje ele é critério concreto para projetar, construir, comprar e investir em imóveis.

Consumidores mais jovens, fundos de investimento e até linhas de crédito imobiliário passaram a olhar para eficiência energética, gestão de água, resíduos e impacto urbano. Como resultado, vemos uma transformação silenciosa, mas profunda, no pensar e avaliar os empreendimentos.

Além disso, falar hoje em construções sustentáveis, imóveis verdes e ESG no setor imobiliário não significa apenas ter painéis solares ou áreas verdes decorativas. Significa, sobretudo, projetar empreendimentos que consumam menos recursos, tenham custos condominiais mais previsíveis, criem melhor conforto para o morador e, ao mesmo tempo, sejam mais atrativos para locação, revenda e composição de portfólio.

A seguir, você vai entender o que está por trás desse movimento, quais dados sustentam essa mudança e como a sustentabilidade já impacta diretamente o valor dos imóveis.

O que é sustentabilidade no setor imobiliário

Quando se fala em sustentabilidade no mercado imobiliário, é comum pensar apenas em ações pontuais, como reaproveitamento de água ou lâmpadas econômicas. No entanto, o conceito é bem mais amplo na prática e envolve o ciclo de vida completo do empreendimento.

No nível de projeto e construção, entram decisões como:

  • uso mais racional de materiais, privilegiando fornecedores com origem certificada e menor impacto ambiental;
  • implantação que aproveita melhor ventilação e iluminação naturais, reduzindo necessidade de climatização artificial;
  • sistemas de reuso de água, reservatórios dimensionados e soluções de drenagem que aliviam a infraestrutura da cidade;
  • especificação de esquadrias, vidros, isolamentos e equipamentos que reduzam o consumo de energia ao longo de décadas.

Na operação, a sustentabilidade se traduz em condomínios que gastam menos com energia, água e manutenção, geram menos resíduos, têm áreas comuns realmente utilizadas e oferecem maior conforto térmico e acústico ao morador. 

Já na dimensão de ESG no setor imobiliário, a conversa inclui também governança e aspecto social, transparência na relação com clientes e investidores, respeito a normas urbanísticas, integração com o entorno e projetos que contribuem para qualificar a cidade, e não apenas o lote onde o prédio está inserido.

Dados que mostram o impacto das construções verdes

A evolução das construções sustentáveis deixou de ser apenas uma tendência visual. Em diversos mercados globais, estudos mostram que edifícios certificados ou com práticas verdes consolidadas tendem a ter:

  • menor vacância (ficam menos tempo vazios);
  • aluguéis médios mais altos;
  • custos operacionais menores ao longo do tempo;
  • maior liquidez na hora da revenda.

Mesmo em mercados ainda em consolidação como o brasileiro, métricas de eficiência energética, gestão de água e conforto ambiental já vêm sendo consideradas por incorporadoras, fundos imobiliários e grandes ocupantes corporativos. 

Em residencial, o movimento é impulsionado por uma combinação de conta de luz mais cara, maior conscientização de consumidores e preferência de famílias que buscam morar em empreendimentos alinhados a valores de responsabilidade ambiental.

Outro ponto importante é o olhar do financiamento. Cada vez mais, bancos e agentes financeiros oferecem linhas específicas ou condições diferenciadas para projetos que seguem critérios de sustentabilidade, especialmente quando há certificações reconhecidas ou indicadores claros de desempenho ambiental. Isso influencia diretamente a viabilidade econômica de empreendimentos e o custo de capital para quem constrói.

Para quem investe, essa mudança de base de comparação importa, imóveis que ignoram completamente o tema tendem a correr maior risco de se tornarem menos competitivos ao longo do tempo, tanto para venda quanto para locação.

Como a sustentabilidade impacta o valor de revenda

Quando se fala em sustentabilidade no mercado imobiliário, o impacto não aparece só na conta de luz ou na economia de água. Ele chega diretamente ao valor de revenda do imóvel. 

Empreendimentos com soluções sustentáveis bem pensadas tendem a ser mais desejados, têm menor vacância e costumam permanecer menos tempo anunciados quando entram no mercado.

Uma das primeiras diferenças está no custo mensal. Imóveis verdes, com projetos de eficiência energética, reuso de água, iluminação natural bem aproveitada e manutenção simplificada, geralmente apresentam condomínio mais competitivo. 

Para quem compra pensando em revender ou alugar, esse detalhe pesa, taxas menores tornam o imóvel mais atrativo para o próximo comprador ou inquilino e ajudam a sustentar um preço de venda mais alto.

Outro ponto é o risco percebido. Construções que nascem alinhadas a normas de desempenho, critérios de ESG e soluções urbanas mais inteligentes tendem a exigir menos reformas estruturais no futuro. 

Isso transmite segurança para quem compra de segunda mão, reduzindo a sensação de imóvel problemático e reforçando a disposição de pagar mais por algo que aparenta ser melhor cuidado e mais preparado para exigências futuras.

Além disso, o perfil de consumidor está mudando. Famílias e investidores, especialmente das gerações mais jovens, começam a filtrar opções com base em critérios ambientais e de qualidade de vida. Entre dois imóveis de preço parecido, aquele que oferece áreas verdes, melhor conforto térmico, soluções de mobilidade e uso racional de recursos costuma levar vantagem. 

Conclusão

A sustentabilidade no mercado imobiliário deixou de ser um diferencial de nicho para se tornar componente estratégico de valor. Construções sustentáveis e imóveis verdes influenciam os custos do condomínio, percepção de conforto, liquidez na revenda e até acesso a condições diferenciadas de financiamento, especialmente em um cenário em que ESG ganha peso nas decisões de compra e investimento.

Para quem busca um novo imóvel, seja para morar, seja para investir, olhar apenas para metragem e localização já não basta. Vale avaliar também como o projeto foi pensado em termos de eficiência, integração com o entorno e qualidade de longo prazo. 

Se você quer entender melhor como os empreendimentos atuais têm incorporado práticas sustentáveis e como isso pode apoiar sua decisão, vale explorar os conteúdos e os lançamentos no site da EBM.

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