5 critérios para escolher o primeiro imóvel

Casal em seu primeiro imóvel

Publicado em

16 janeiro 2026

Escolher o primeiro imóvel é uma mistura de conquista e responsabilidade. Isso porque se de um lado, existe a realização de sair do aluguel ou conquistar um espaço só seu, do outro estão os contratos longos, financiamentos, documentos e uma decisão que impacta a rotina pelos próximos anos. 

É justamente por isso que tanta gente trava nessa fase: não basta gostar do apartamento, é preciso entender se ele faz sentido para o seu momento e para o seu futuro.

A boa notícia é que, com alguns critérios bem definidos, a escolha fica muito mais clara. Em vez de olhar apenas para preço ou fotos bonitas, você passa a analisar localização, infraestrutura, tamanho, segurança, mobilidade e a relação entre sonho e orçamento com mais racionalidade. 

Este conteúdo organiza os principais pontos que devem entrar na sua análise, para que o primeiro imóvel seja um passo planejado, e não um salto no escuro.

O que deve ser avaliado na hora de escolher o primeiro imóvel

Antes de qualquer visita, vale ter em mente que o primeiro imóvel precisa encaixar três camadas ao mesmo tempo: a sua vida hoje, os seus planos para os próximos anos e, ainda, sua capacidade financeira real. Quando um desses pontos fica de fora, a conta costuma não fechar lá na frente.

A forma mais prática de começar é listar o que é inegociável e o que é desejável. Por exemplo: estar perto do trabalho ou da faculdade pode ser inegociável para você, enquanto ter varanda gourmet talvez seja um desejo. 

Morar em um bairro com boa infraestrutura de serviços pode ser prioridade, enquanto vagas extras na garagem podem entrar como diferencial, e não como condição.

Assim, cinco critérios costumam pesar mais na escolha do primeiro imóvel: localização e infraestrutura da região, tamanho e número de quartos, segurança e mobilidade no entorno, tipo de imóvel (pronto ou na planta) e ajuste entre sonho e realidade financeira.

Localização e infraestrutura da região

A localização é um dos fatores que mais impactam a experiência de morar. Na prática, ela influencia o seu tempo de deslocamento, o custo de vida, a segurança, o acesso a serviços e até a valorização futura do imóvel.

Para avaliar bem um bairro, pense na sua rotina real. Quantas vezes por semana você precisa ir ao trabalho ou à faculdade. Quanto tempo pretende passar no trânsito. Se prefere fazer atividades a pé, como ir ao mercado, à padaria, à academia ou a um parque.

Uma boa região para o primeiro imóvel costuma oferecer, no mínimo, alguns elementos essenciais: opções de transporte, comércio básico, farmácias, mercados, serviços de saúde e, se possível, áreas de lazer por perto. 

Em muitos casos, morar um pouco mais perto de tudo compensa ter alguns metros quadrados a menos dentro do apartamento.

Também é importante olhar para o potencial de valorização. Bairros em desenvolvimento, com novos empreendimentos, melhorias viárias e equipamentos públicos planejados tendem a ganhar valor ao longo do tempo. 

Visitar a região em diferentes horários, observar movimento de pedestres e veículos e conversar com moradores ajuda a ter uma leitura mais fiel do ambiente.

Tamanho e número de quartos

Outro ponto central na escolha do primeiro imóvel é entender qual metragem e qual configuração atendem sua vida hoje, sem esquecer de possíveis mudanças em médio prazo.

Se você mora sozinho, um estúdio ou apartamento de um quarto pode fazer muito sentido, especialmente em regiões centrais onde a mobilidade urbana ajuda no deslocamento. 

Já casais que planejam filhos em pouco tempo podem considerar desde já um segundo quarto para evitar uma troca de imóvel muito rápida.

Mais do que olhar apenas para o número de metros quadrados, observe a planta. Apartamentos bem planejados aproveitam melhor cada espaço, com menos corredores e mais áreas úteis em sala, cozinha e quartos. Um imóvel menor, mas com planta inteligente, pode entregar sensação de amplitude maior do que um maior mal distribuído.

Tente se imaginar na rotina: onde ficaria a mesa de trabalho, se você faz home office; como seria a circulação na cozinha; se o quarto comporta bem cama, armário e circulação. Pequenos testes durante a visita ajudam a evitar frustrações depois da mudança.

Segurança, mobilidade e lazer no entorno

Segurança e mobilidade caminham juntas na decisão sobre o primeiro imóvel. De nada adianta morar em um apartamento agradável se você não se sente à vontade para caminhar nas redondezas ou se gasta muito tempo e energia preso no trânsito.

Observe a iluminação das ruas, o fluxo de pessoas à noite, a presença de comércios abertos em horários variados e a sensação geral de segurança. 

Embora nenhuma região seja perfeita, algumas sinalizações ajudam: ruas bem cuidadas, presença de outros condomínios, policiamento mais frequente e boa manutenção de praças e calçadas.

Na mobilidade, avalie as rotas que você mais usaria no dia a dia. Há acesso fácil a vias importantes. Existe transporte público próximo, caso precise. O bairro é bem servido por aplicativos de transporte.

O lazer também entra como critério relevante. Ter parques, praças, academias, centros culturais, restaurantes e cafés por perto contribuem para uma vida mais equilibrada, algo especialmente importante quando se está começando a construir a própria rotina em um novo endereço. O entorno certo pode ampliar muito o conforto, mesmo que o apartamento em si seja o primeiro passo, e não ainda o imóvel dos sonhos.

Imóvel pronto ou na planta: qual a melhor opção

Depois de entender o que você precisa em termos de região e tamanho, chega a hora de decidir entre imóvel pronto ou na planta. Não existe resposta única. O que existe é a melhor opção para o seu momento.

O imóvel pronto permite mudança mais rápida. Você vê exatamente o que vai comprar, avalia a qualidade da construção, as áreas comuns e consegue testar a iluminação, a ventilação e a vista naquele exato estado. 

Para quem precisa sair do aluguel com urgência ou tem pressa para mudar de cidade, costuma ser uma escolha segura. Em contrapartida, o valor de entrada costuma ser mais alto, e o poder de personalização pode ser menor, dependendo do estado da unidade.

Já o imóvel na planta costuma oferecer alguns benefícios na fase de pagamento da entrada, que muitas vezes é parcelada ao longo da obra. Além disso, você tem a chance de escolher posições específicas de unidade e, em certos casos, pode personalizar acabamentos dentro das opções oferecidas pela incorporadora. Outro ponto é o potencial de valorização entre o lançamento e a entrega.

Por outro lado, comprar na planta exige mais preparo emocional e organização. Você precisa lidar com o tempo de espera até a entrega das chaves, entender bem o contrato, saber que as imagens do decorado são ilustrativas e confiar no histórico da incorporadora. Por isso, pesquisar a reputação da empresa e o histórico de entrega é fundamental, especialmente quando se trata do seu primeiro imóvel.

Uma forma de decidir é cruzar prazo e segurança. Se você pode esperar alguns anos e encontrou uma incorporadora sólida, a planta pode fazer sentido. Se precisa mudar rápido ou se sente mais confortável vendo o imóvel pronto, seguir por esse caminho pode ser a melhor escolha.

Dicas para alinhar sonho e realidade financeira

Em qualquer conversa sobre comprar o primeiro imóvel, a parte financeira ocupa lugar central. O ponto de partida é entender que não existe imóvel perfeito, e sim o melhor equilíbrio entre o que você gostaria e o que cabe de forma responsável no seu orçamento.

Comece definindo quanto pode destinar de entrada sem comprometer sua reserva de emergência. Em seguida, veja qual faixa de parcela mensal faz sentido para você, considerando que o financiamento é um compromisso de longo prazo. 

Como referência, muitos bancos trabalham com limite de cerca de trinta por cento da renda bruta, mas isso não significa que você precise ir até o teto. Em vários casos, manter a parcela em um nível mais confortável é uma escolha mais saudável.

Inclua no planejamento custos como ITBI, registro, taxas de cartório, eventual reforma e compra de móveis. Esses valores não aparecem no preço de anúncio, mas fazem diferença na hora de colocar tudo na ponta do lápis.

Outra dica é simular cenários com diferentes prazos de financiamento, tipos de imóvel e localizações. Às vezes, reduzir um pouco a metragem, escolher um andar diferente ou priorizar um bairro em desenvolvimento em vez de um já consolidado pode viabilizar um imóvel muito mais alinhado ao seu momento, sem perder de vista qualidade e segurança.

Conclusão

Escolher o primeiro imóvel fica muito mais seguro quando você organiza a decisão em poucos critérios claros: localização, tamanho, segurança, tipo de imóvel e orçamento. 

Ao equilibrar sonho e realidade financeira, a compra deixa de ser um risco e vira um passo consistente para construir patrimônio e qualidade de vida.

Se você está nessa fase da jornada, vale conhecer novos empreendimentos para tomar essa decisão com segurança. Acesse o site da EBM e explore os lançamentos e empreendimentos em Goiânia, Brasília e outras regiões para encontrar o primeiro imóvel que conversa com seus planos de futuro.

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