Como funciona a aprovação de financiamento imobiliário

Exemplo de ação de financiamento imobiliário

Publicado em

21 janeiro 2026

Para muita gente, o momento mais tenso da compra do imóvel não é escolher a planta nem visitar o decorado, e sim aguardar o retorno do banco.

A dúvida sobre a aprovação do financiamento imobiliário gera ansiedade, porque é ela que define se o plano sai do papel ou não. A boa notícia é que, quando você entende como o processo funciona, tudo fica mais previsível e as chances de aprovação aumentam bastante.

Este conteúdo apresenta, em detalhes, o que o banco analisa, quais são as etapas da aprovação, por que alguns pedidos são reprovados e o que você pode fazer antes de enviar a proposta para chegar muito mais preparado.

O que é a aprovação imobiliária?

Quando o banco aprova seu financiamento, ele está basicamente dizendo duas coisas ao mesmo tempo: que você tem perfil para assumir aquela dívida ao longo dos anos e que o imóvel escolhido é uma boa garantia para a operação.

A aprovação passa por três perguntas principais:

  1. sua renda comporta a parcela que está sendo solicitada;
  2. o seu histórico financeiro e de crédito mostra que você honra compromissos;
  3. o imóvel tem documentação e características que permitem que ele seja usado como garantia até a quitação do contrato.

Por isso, a aprovação do financiamento imobiliário nunca é só sobre quanto você ganha. Pelo contrário, o banco também olha para dívidas em aberto, score de crédito, tempo de trabalho, tipo de contrato, movimentação financeira e até detalhes cadastrais. 

Além disso, do lado do imóvel entram matrícula, regularidade junto ao cartório, situação da construção e, em alguns casos, avaliação de valor de mercado feita por engenheiro credenciado.

Assim, entender essa lógica ajuda a enxergar o banco menos como um vilão e mais como alguém que precisa ter segurança para emprestar um valor alto por muito tempo.

Etapas do processo de aprovação com o banco

Embora cada instituição tenha seus detalhes, o caminho da aprovação segue uma sequência parecida em quase todos os bancos. Saber o que vem primeiro e o que vem depois reduz ansiedade e evita retrabalho.

Simulação e análise de crédito

Tudo começa pela simulação. Nesta fase, você informa renda, composição familiar, valor do imóvel, prazo desejado e se pretende usar o FGTS. A primeira resposta do banco é uma estimativa de qual parcela caberia dentro dos limites da instituição, qual prazo é possível e se, em tese, o seu perfil é compatível com aquela operação.

A partir daí, vem a análise de crédito de verdade. O banco verifica seu score, histórico de pagamentos, relacionamento anterior com a instituição, possíveis apontamentos em órgãos de proteção ao crédito e nível atual de endividamento. 

Em muitos casos, essa etapa gera uma pré-aprovação, que indica um limite de crédito aproximado, ainda sujeito à confirmação de renda e avaliação do imóvel.

É aqui que muitos pedidos avançam ou travam. Se você já chega com dívidas muito altas, cheque especial usado com frequência ou atrasos recentes, o banco tende a ser mais rígido. Por outro lado, um histórico de pagamentos em dia e movimentação organizada jogam a seu favor.

Envio de documentos e comprovação de renda

Com a pré-aprovação encaminhada, o próximo passo é comprovar tudo aquilo que foi informado na simulação. Nesta fase, o banco pede documentos pessoais e de renda como RG, CPF, comprovante de estado civil, comprovante de endereço, contracheques, extratos bancários, declaração de Imposto de Renda e, para autônomos e empresários, documentos como pró-labore, declarações contábeis e faturas.

O objetivo é confirmar que a renda apresentada é real, recorrente e compatível com a parcela que você pretende assumir. Para quem é CLT, o banco avalia estabilidade do vínculo e média salarial. Para autônomos e MEI, o foco está na consistência das entradas ao longo dos meses. Se houver composição de renda com cônjuge ou familiares, todos entram na análise.

Quanto mais organizado estiver esse pacote de documentos, mais rápido o processo anda. Inconsistências, documentos desatualizados ou lacunas de informação costumam gerar idas e vindas que atrasam a aprovação do financiamento imobiliário.

Avaliação do imóvel e contrato

Enquanto seus dados estão sendo checados, começa a etapa de avaliação do imóvel. O banco verifica a matrícula atualizada em cartório, checa se não existem pendências jurídicas, hipotecas ou restrições que impeçam o bem de ser usado como garantia e, em muitos casos, envia engenheiro para uma vistoria.

Essa avaliação serve para confirmar se o valor do imóvel faz sentido em relação ao mercado e se ele atende às exigências mínimas da instituição. Em empreendimentos novos de incorporadoras, boa parte dessa etapa costuma ser mais ágil, porque o banco já conhece o padrão do produto e, muitas vezes, tem parceria ativa com a construtora.

Se está tudo certo com você e com o imóvel, o banco emite a carta de crédito ou o contrato de financiamento. Depois da assinatura, vem o registro em cartório, que formaliza o imóvel como garantia da operação. Só então o valor é liberado para o vendedor ou incorporadora e o financiamento começa oficialmente.

Principais motivos de reprovação e como evitá-los

Saber o que reprova os financiamentos ajuda a se antecipar. Em geral, os motivos se concentram em alguns pontos.

Um dos mais comuns é comprometimento de renda acima do limite. Se, somando a nova parcela com outras dívidas ativas, o banco entende que o risco de inadimplência é alto, a aprovação pode não sair ou vir com valor menor do que você precisa.

Outro fator é histórico de inadimplência. Atrasos recentes em empréstimos, cartão de crédito, cheque especial e contas básicas, além de registros em órgãos de proteção ao crédito, pesam bastante contra a aprovação do financiamento imobiliário. O banco também pode reprovar pedidos com documentação inconsistente, renda não comprovada ou divergências entre o que foi declarado e o que aparece nos extratos.

Do lado do imóvel, problemas na matrícula, falta de regularização, pendências de documentação ou construções feitas sem alvará impedem a aprovação, mesmo que o seu perfil seja bom.

Para evitar isso, vale limpar o nome antes de entrar com o pedido, reduzir dívidas de curto prazo, organizar toda a documentação com antecedência e, se possível, contar com o apoio de uma incorporadora ou imobiliária que já tenha experiência em aprovar crédito em diferentes bancos.

Como aumentar as chances de aprovação

A parte positiva é que você não precisa esperar o veredito do banco de braços cruzados. Dá para se preparar e aumentar muito as chances de uma aprovação de financiamento imobiliário tranquila.

O primeiro passo é fazer um raio-X financeiro alguns meses antes do pedido. Veja quanto da sua renda já está comprometido com outros financiamentos, cartão e empréstimos. Se possível, quite dívidas caras, como cheque especial e rotativo, e reduza o uso de crédito de curto prazo. Isso melhora seu score e libera espaço para a parcela do imóvel.

Mantenha uma movimentação bancária organizada. Evite receber renda principal em dinheiro vivo, prefira transferências e depósitos identificados, especialmente se você é autônomo ou empresário. O banco precisa enxergar um padrão de entradas que comprove que a renda declarada é real e recorrente.

Cuidar do cadastro também faz diferença. Mantenha dados atualizados em bancos, operadoras de serviços e de crédito. Pequenos desencontros de endereço ou telefone às vezes atrasam análises e pedidos de confirmação.

Em muitos casos, compor renda com cônjuge ou familiares ajuda a alcançar o valor desejado. Aqui, o cuidado é garantir que todos tenham perfil financeiro minimamente organizado, já que o banco vai olhar o conjunto.

Por fim, escolher empreendimentos de incorporadoras sólidas, com documentação em dia e histórico de parceria com bancos, costuma simplificar a etapa de avaliação do imóvel. Quando o produto já é conhecido e bem-estruturado, o risco percebido pela instituição é menor, e isso contribui para uma análise mais fluida.

Conclusão

Entender como funciona a aprovação do financiamento imobiliário é o primeiro passo para transformar a ansiedade em planejamento. 

Quando você sabe o que o banco avalia, organiza suas finanças com antecedência, cuida da documentação e escolhe um imóvel com boa regularidade jurídica, o processo deixa de ser um mistério e passa a ser uma etapa técnica, com começo, meio e fim.

Se você está se preparando para comprar um imóvel e quer fazer isso com mais segurança, vale contar com incorporadoras que conhecem bem o caminho entre escolha do apartamento e liberação do crédito. Acesse o site da EBM e explore!

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