O mercado imobiliário no último trimestre de 2025

Representação do planejamento de mercado imobiliário em 2025.

Publicado em

30 dezembro 2025

Olhar para o mercado imobiliário no fim de 2025 é, na prática, olhar para um mercado que atravessou diversas tempestades e se manteve de pé. Isso porque, 2025 foi marcado por juros historicamente altos, bem como inflação em desaceleração, e, ainda assim, manteve tração em lançamentos e vendas.

Para corretores, investidores e quem acompanha o mercado imobiliário, o último trimestre de 2025 consolida tendências que devem guiar decisões em 2026. Por exemplo, oferta mais robusta, consumidor mais seletivo e foco em produtos com encaixe financeiro claro.

Cenário do mercado no fim de 2025

No terceiro trimestre, o Brasil registrou 108,8 mil unidades residenciais lançadas, alta de 1,6% frente ao período em 2024. Ao mesmo tempo, as vendas de apartamentos caíram 6,5%, somando 101,3 mil unidades. 

Mesmo com esse freio pontual, o acumulado de janeiro a setembro mostra um setor em expansão. Nesse período, os lançamentos cresceram 8,4%, chegando a cerca de 307 mil unidades, e as vendas avançaram 5%, com 312 mil imóveis negociados.

Em valores, o movimento também foi positivo. O volume financeiro dos lançamentos atingiu cerca de R$ 199 bilhões no ano até setembro, alta próxima de 23% em relação a 2024, enquanto as vendas chegaram a quase R$ 189 bilhões, crescimento em torno de 13%.

Isso reforça a leitura de um mercado que talvez negocie um pouco menos por trimestre, mas com ticket médio mais alto e maior profissionalização.

No acumulado de 12 meses, o país alcançou cerca de 433 mil unidades lançadas, recorde da série histórica dos Indicadores Imobiliários Nacionais. Ou seja: o trimestre mostra acomodação, mas dentro de um ano que deve ser lembrado como forte para o setor.

Principais indicadores econômicos

Em paralelo, o cenário macroeconômico no fim de 2025 combina crescimento moderado com política monetária bastante restritiva. Projeções apontam PIB em torno de 2,3% em 2025, com expectativa de desaceleração em 2026. 

A inflação em 12 meses, medida pelo IPCA, desacelerou para algo próximo de 4,5% em novembro, o nível mais baixo em mais de um ano, aproximando-se do teto da meta (3% ± 1,5 p.p.).

Mesmo com essa melhora, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006 e um dos níveis mais altos do mundo, com sinalização de estabilidade por um período prolongado. 

As expectativas de mercado passaram a enxergar o início do ciclo de corte apenas no começo de 2026.

Impacto da taxa Selic e inflação

Para o mercado imobiliário 2025, essa combinação de juros elevados e inflação em queda tem dois efeitos principais. De um lado, encarece o crédito imobiliário, pressiona a capacidade de parcela das famílias e torna o investidor mais exigente na hora de comparar retorno de aluguel com renda fixa. 

De outro, a inflação mais comportada ajuda a ancorar expectativas e dá previsibilidade maior ao planejamento de obras, custos de construção e repasse de preços.

O resultado é um comprador mais racional, que compara cenários, simula diferentes prazos e avalia com cuidado o tempo de permanência no imóvel ou no investimento. Já as incorporadoras ajustam o ritmo de lançamentos, afinam mix de produtos e calibram campanhas para manter giro de estoque sem abrir mão de margem em um ambiente de crédito caro.

Comportamento dos consumidores

Do lado da demanda, 2025 também consolidou algumas mudanças de comportamento que se refletem com força no último trimestre. 

Pesquisas de mercado mostram que apartamentos compactos, entre 30 m² e 45 m², lideraram lançamentos em diversas praças, respondendo por cerca de dois terços dos novos produtos em algumas regiões monitoradas.

Isso conversa diretamente com a busca por ticket acessível, maior facilidade de aprovação de crédito e potencial de locação em áreas bem localizadas.

Outro ponto é a resiliência do segmento habitacional voltado à demanda estrutural, especialmente nas faixas atendidas por programas como Minha Casa, Minha Vida e produtos de médio padrão bem posicionados. A combinação de necessidade real de moradia, incentivos públicos e ajustes em prazos e formas de pagamento manteve esse público ativo, mesmo com juros em dois dígitos.

Investidores pessoa física, por sua vez, passaram a olhar com mais atenção para regiões com boa liquidez de revenda e locação, pesando fatores como proximidade de eixos de transporte, polos de emprego e serviços, além da reputação da incorporadora. Em um ambiente de juros altos, a diferenciação entre produto mediano e produto bem pensado fica ainda mais nítida.

Imóveis mais buscados no trimestre

Os dados nacionais mostram, mais uma vez, o protagonismo do Sudeste em volume absoluto de lançamentos e vendas, com quase 60 mil unidades lançadas apenas na região entre julho e setembro. Para investidores, isso reforça o peso dos grandes centros, mas não impede que outras regiões se destaquem em ritmo de crescimento.

O Centro-Oeste, por exemplo, registrou a maior alta percentual em lançamentos no trimestre. Isto é, um avanço acima de 50% em relação ao mesmo período de 2024, ainda que partindo de uma base menor.

Isso mostra que mercados regionais ligados ao agronegócio, serviços e administração pública seguem em expansão e atraindo novos projetos, inclusive de incorporadoras com atuação nacional.

Para o corretor e o investidor, enquanto algumas praças consolidadas podem conviver com maior competição e estoque mais elevado, outras ainda estão em fase de maturação, com espaço para absorver novos produtos e entregarem boa combinação de velocidade de vendas e potencial de valorização.

Conclusão

Os destaques do último trimestre de 2025 no mercado imobiliário deixam claro que o setor fecha o ano em um ponto de equilíbrio delicado. Por exemplo, juros comprimem demandas no curto prazo, enquanto a necessidade de moradia, expansão de lançamentos e profissionalização das incorporadoras sustentam um ciclo ainda positivo.

Para corretores, o momento pede leitura cuidadosa de dados, segmentação de público e foco em produtos com aderência real ao perfil de renda do cliente. Para investidores, 2025 reforça a importância de olhar para regiões com liquidez comprovada, ativos bem localizados e incorporadoras com histórico sólido de entrega.

Como incorporadora com atuação forte em mercados estratégicos e visão de longo prazo, a EBM acompanha esses movimentos de perto. Assim, é possível ajustar portfólio, lançar produtos alinhados às novas demandas e oferecer conteúdo consistente para quem quer tomar decisões mais seguras.

Se você quer se aprofundar em tendências, oportunidades e lançamentos acesse o site da EBM.

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