Fotogrametria e drone: como a tecnologia acelera a construção

Exemplo de trabalho feito com a fotogramia.

Publicado em

7 dezembro 2025

Na construção civil, tempo e precisão valem dinheiro. Isso porque, cada retrabalho, erro de medição ou dúvida sobre o avanço real da obra impacta custo, prazo e relacionamento com o cliente. 

É nesse cenário que a fotogrametria com drones vem ganhando espaço. Afinal, com levantamentos aéreos de alta resolução, é possível acompanhar o canteiro com precisão centimétrica, gerar modelos 3D do empreendimento e tomar decisões muito mais embasadas ao longo de todo o ciclo da obra. Este cenário leva às equipes a terem uma visão real, atualizada e confiável sobre o andamento das etapas construtivas.

Assim, a fotogrametria deixou de ser apenas um recurso moderno para se tornar uma ferramenta estratégica para construtoras, incorporadoras e investidores que buscam controle de obra mais rigoroso relatórios visuais claros e transparência na comunicação com clientes.

Desse modo, tanto a gestão interna quanto o relacionamento com compradores, parceiros e stakeholders sai fortificado.

Lendo o post de hoje, você entenderá o que é a fotogrametria. Além disso, será possível compreender por que os drones são protagonistas nesse processo, quais benefícios ela traz em prazo, custo e segurança, e, sobretudo, como essa tecnologia vem sendo aplicada em obras imobiliárias.

O que é fotogrametria e por que usar drones

A fotogrametria é uma técnica que utiliza fotos para medir e representar o mundo físico. Em outras palavras, é uma sequência de imagens tiradas de diferentes ângulos, que reconstroem, em softwares especializados, terrenos e edificações em 3D, bem como gerar nuvens de pontos, modelos digitais de terreno (MDT) e mapas com alto nível de detalhe. Essa reconstrução permite ainda análises muito mais precisas e visualmente claras sobre o avanço da obra.

Durante muito tempo, esse processo dependia de aeronaves tripuladas ou levantamentos terrestres mais demorados e caros. Com a chegada dos drones, porém, a fotogrametria ficou mais acessível, rápida e precisa. 

Atualmente, em poucos minutos de voo, um drone equipado com boa câmera consegue capturar dezenas ou centenas de fotos do canteiro. Posteriormente, essas imagens são processadas para gerar ortomosaicos (imagens aéreas corrigidas) e modelos tridimensionais.

Na construção, isso significa:

  • Medir áreas, volumes de corte e aterro com muito mais precisão;
  • Acompanhar a evolução da obra por período, comparando diferentes campanhas de voo;
  • Enxergar interferências, riscos e problemas de execução antes que virem retrabalho;
  • Documentar cada fase do empreendimento com dados visuais concretos.

Isso tudo sem parar a obra, sem deslocar grandes equipes e, muitas vezes, sem precisar colocar pessoas em áreas de risco. 

Benefícios em prazo, custo e segurança

Quando aplicada de forma consistente, a fotogrametria com drones impacta diretamente três pilares da obra: prazo, custo e segurança.

Do ponto de vista de prazo, o principal ganho é a agilidade. Um levantamento que antes levaria dias, entre medições de campo e conferência de dados, hoje pode ser feito em poucas horas entre voo e processamento. 

Com um fluxo bem estruturado, a equipe de engenharia passa a ter uma visão quase em tempo real do avanço da obra, o que permite corrigir desvios rapidamente.

Em custos, a fotogrametria ajuda a reduzir retrabalho e desperdício. Medições precisas de volumes movimentados (como terraplenagem) evitam surpresas em contratos com empreiteiros e fornecedores. 

A comparação entre o projetado e o executado também permite detectar antecipadamente diferenças de cota, alinhamento ou posicionamento de elementos estruturais, evitando correções muito caras no futuro.

Na segurança, o impacto vem principalmente da redução de exposição. Drones conseguem inspecionar taludes, coberturas, fachadas altas e áreas de difícil acesso sem que profissionais precisem subir em locais arriscados. 

Além disso, o próprio planejamento de canteiro pode ser otimizado com base nas imagens, minimizando pontos de conflito entre áreas de circulação de pessoas, máquinas e materiais.

Monitoramento e relatórios visuais

Um dos grandes diferenciais da fotogrametria é a capacidade de transformar dados técnicos em relatórios visuais claros. 

Para a área de engenharia, a combinação de modelos 3D, plantas, cortes e medições é valiosa. Para clientes e investidores, a visualização do canteiro por imagens aéreas sequenciais traz uma sensação de transparência e segurança.

Relatórios mensais com imagens comparativas ajudam a mostrar como o empreendimento está evoluindo em relação ao cronograma. Em algumas aplicações, é possível até mesmo sobrepor o modelo projetado ao levantamento fotogramétrico, mostrando o quanto a obra já se aproxima do resultado final.

Isso facilita reuniões de acompanhamento, apresentações para conselho e até ações de marketing e pós-venda. 

Casos de uso e implantação

A fotogrametria com drones pode entrar em diferentes fases do empreendimento. 

Na etapa de estudo de terreno, os levantamentos ajudam a entender relevo, drenagem, acessos e interferências do entorno. 

Em terraplenagem, os modelos permitem calcular volumes de corte e aterro, comparando o previsto com o executado.

Durante a obra, os voos periódicos oferecem:

  • Controle de avanço físico por etapa;
  • Verificação de áreas pavimentadas, lajes concretadas e estruturas erguidas;
  • Conferência de implantação de canteiro e logística de materiais;
  • Inspeção visual de fachadas, coberturas e elementos em altura.

Na fase final, a fotogrametria ajuda a registrar o as built do empreendimento, criando um histórico visual que pode ser útil para manutenção, manuais de uso e até possíveis ajustes futuros.

Para implantar essa tecnologia, as incorporadoras podem seguir dois caminhos principais: contratar empresas especializadas ou estruturar internamente um núcleo de drones e fotogrametria. Em ambos os casos, alguns pontos são essenciais:

  • Definição de objetivos claros: o que se espera dos levantamentos (controle de avanço, volume de terraplenagem, documentação, marketing etc.);
  • Periodicidade dos voos: quinzenal, mensal ou ajustada conforme o ritmo da obra;
  • Padronização dos relatórios: formatos que atendam engenharia, diretoria e clientes de forma clara;
  • Integração com outros sistemas: uso conjunto com BIM, softwares de planejamento e ERPs de obra;
  • Atenção às regras e segurança operacional: cumprimento das normas de operação de drones, respeito a áreas sensíveis e cuidados com privacidade.

Quando bem estruturada, a fotogrametria deixa de ser um recurso pontual e passa a fazer parte do processo de gestão de obras, com indicadores, rotinas e entregáveis bem definidos.

Conclusão

A fotogrametria com drones trouxe precisão, agilidade e transparência para o acompanhamento de obras, reduzindo retrabalho, custos e riscos no canteiro. 

Ela encurta a distância entre o projetado e o executado e ainda gera relatórios visuais que fortalecem a relação com clientes e investidores.

Se você valoriza tecnologia aplicada à construção e quer conhecer empreendimentos feitos com esse nível de controle, acesse o site da EBM e explore os lançamentos disponíveis.

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