Apartamentos e casas com 2 e 3 quartos são os mais vendidos ao longo da pandemia em Goiânia

Incorporadora goiana EBM Desenvolvimento Imobiliário vendeu 100% de unidades de dois empreendimentos com as características em apenas um mês e mais de 600 imóveis dessa tipologia em um ano Com…

Sala e Cozinha

Incorporadora goiana EBM Desenvolvimento Imobiliário vendeu 100% de unidades de dois empreendimentos com as características em apenas um mês e mais de 600 imóveis dessa tipologia em um ano

Com um novo olhar para o lar e o sentido moradia, impulsionado pelo cenário de pandemia desde o último ano, e o agente facilitador das taxas de juros mais baixas da história, o mercado imobiliário se viu diante de novos desejos e prioridades por parte do público consumidor. Do mesmo modo que deixaram apartamentos em busca da maior amplitude de espaços de uma casa, outros se voltaram para metragens mais compactas. Com a atenção voltada aos novos movimentos do mercado mesmo antes da pandemia, a EBM Desenvolvimento Imobiliário, por exemplo, de abril de 2020 ao mesmo mês de 2021, teve 75% do seu volume de vendas representado por apartamentos e casas com tipologia de 2 e 3 quartos, totalizando 630 das unidades vendidas, desde empreendimentos do Minha Casa Minha Vida até os imóveis de médio e alto padrão, em Goiânia.

“Nós percebemos que o cenário de pandemia reforçou o valor dessa procura por qualidade de vida e da realização de desejos práticos. O lar sofreu uma ressignificação, as pessoas tiveram que reavaliar se as suas necessidades estavam sendo atendidas. Uma resposta concreta que sinaliza a permanência dos novos desejos é que nós vendemos 100% das unidades de dois empreendimentos, um edifício próximo ao Areião, e um condomínio fechado de casas, em 30 dias”, afirma Ademar Moura, gerente comercial e de marketing da EBM Desenvolvimento Imobiliário.

O coordenador de inteligência de negócios, Victor Camilo, de 28 anos, conta que vivia com a família até adquirir o seu primeiro imóvel nos últimos meses, um apartamento de dois quartos. “Foi uma junção de diversos fatores que a pandemia trouxe. Eu inicialmente buscava um imóvel para alugar, mas pesquisando melhor, pude ter mais noção do processo de compra. O aumento no preço dos aluguéis e as condições facilitadas de financiamento foram fatores importantes para essa decisão, assim como o sonho por independência”, afirma. O jovem ainda diz que o tamanho do imóvel e sua localização fizeram diferença para a sua escolha. “Eu precisava de um lugar com conforto, mas nada que fosse muito grande, assim como uma região que pudesse me garantir tranquilidade, conveniências e segurança”, explica.

Tendência

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que, no pós-pandemia, o home office deve crescer 30%. Isso porque muitas empresas notaram os benefícios dessa modalidade, assim como os funcionários também sentiram as vantagens de não terem de se deslocar até a empresa diariamente. Com isso, é mais do que esperado que os imóveis consigam atender a essa nova necessidade, com espaço adequado para que os moradores montem um (ou mais) home office. Assim, haverá uma busca por imóveis maiores, com mais cômodos e possibilidades de reconfigurar os ambientes para que eles possam também servir ao trabalho.

Somente em 2020, enquanto a pandemia alterava a relação de todas as pessoas com o lar, a EBM lançou três residenciais em Goiânia: o Vida Milão, próximo ao Parque Bernardo Élis, o Wish Areião, no último terreno com vista para o parque de mesmo nome, e o Wish Aeroporto, na região da Praça do Avião, uma das mais tradicionais da capital goiana. Já no início de 2021, houve o lançamento do Residencial Kazas Jardins Bellágio, um condomínio fechado de casas de área construída de 80 metros quadrados, com dois quartos, suíte e duas vagas de garagem, maiores espaços abertos e opções de lazer interno e externo. Mais recentemente, veio o condomínio fechado de lotes, Vinhas Flamboyant, que aposta no melhor lazer da categoria e paisagismo abundante.  

“Esse novo momento tende a se manter em alta e é preciso que estejamos atentos, tendo a consciência de que cada nova procura está diretamente ligada a um fator: qualidade de vida”, acrescenta Ademar. O executivo ainda comenta que a previsão para os próximos meses é de pelo menos quatro novos lançamentos.

Mercado

No primeiro trimestre de 2021, o mercado imobiliário de Goiânia e Aparecida de Goiânia realizou o lançamento de 1.168 unidades, uma alta de 7% em relação ao mesmo período de 2020, que lançou 1.088 novas unidades. “Apesar do aumento no número de lançamento, as vendas continuam superando os lançamentos: foram 7.722 unidades lançadas e 9.077 unidades vendidas”, compara o presidente da Associação da Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Fernando Coe Razuk.

As tipologias mais vendidas nos primeiros três meses de 2021 são os imóveis de 2 e de 3 dormitórios. De acordo com o presidente da Ademi-GO, são tipologias presentes em empreendimentos de todos os padrões, desde empreendimentos populares dentro do programa Casa Verde e Amarela até os mais sofisticados empreendimentos localizados nas regiões mais nobres. “Nunca foi tão fácil e vantajoso comprar imóvel financiado. E a tendência é que os juros continuem baixos nos próximos anos”, observa.

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